Eu guardava os meus poemas em pequenos frasquinhos cheios de anis. Esverdeado. Exalavam um acre odor a valentia. Descritos os heróis de sagas repartidas por falsas etapas de segundos, acondicionei-os para os proteger do desgaste do tempo. A minha métrica, ensinei- a a mim mesmo. Escritos como aqueles morreram como fados. Toquei-me como verso, antes que eles saíssem daquela sala onde apodreciam embalados pelo envelhecer do ar que abracei quando ainda era pessoa.
"Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia." (Crónica de uma morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez)
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