17.9.19

Não presto

o carro chega,
saem todos os olhos que
a sorte quer,
e na rua o azar,
os prismas indefinidos de quem não
se quer bem,....

há muito que não valho mais
que qualquer coisa,
não presto,
e o carro arranca,
deixo-me sozinho à
espera que um livro se escreva,
nas mãos chagas amorfas,
dificuldades em respirar
fundo as letras,....

não valho as ruas cheias
de lágrimas como se pretende
no escuro


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