18.9.19

Gnose

não importa quem és,
à tarde sairás das cores inusitadas
da modorra de sempre,
e quando do sol se levantarem
os olhos,
farás de um quarto a
frase inexcedível,
as datas incontidas
em que perdeste os números,
as contas de uma lasca
de felicidade,....

das árvores,
de todas as árvores onde fizeste
poemas,
o ar sairá menos importunado,
com novos modelos de avanço
social,
e a ti restará o conformismo,
com a palavra no silêncio a crescer,...

e depois de tudo,
os teus olhos terminarão a tudo deixar


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