Queres olhos de remediar,
Para que eu queira setas de porcelana,
Fruir-te em riacho,
Com pirilampos a luzir,
Que descamam olhos que querem bem,
Um simples estás a chover,
Serviria para me deixar bem,
Sem que o mundo frivolizasse de vez,
Um olhar acalentado,
Tipo nuvem,
Coisa corredia de fim da Primavera,
Evitava olhares de remédio,
E massacres
Sem que eu quisesse,
setas de porcelana...
"Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia." (Crónica de uma morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez)
12.4.08
Setas de porcelana
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