sexta-feira, 20 de maio de 2011

Escrever mal....

ainda que na semana tudo se esgote sumariamente, 
somos apenas minutos com as indecisões totais de achar que com isto não podemos sequer pisar o risco de toda esta confusão.....

quarta-feira, 18 de maio de 2011

...de azuis silêncios


fazes-me quer o
sim,
quer o não,
talvez o possível
de entre qualquer
coisa para ser
muito pouco
de assim-assim,...

e ao anoitecer de
dias infindos,
perto longe das
partes metades
do todo
que coça a
noite nos rebordos
do teu sorriso de dia,....

e para o fim rochas
agudas em notas
mudas de discos
opacos de qualquer coisa para afinar portentos,......

de azuis silêncios....

terça-feira, 17 de maio de 2011

...sobre coisas


mais de metade das coisas onde verdadeiramente não estão as coisas, são insignificantes porções da maior coisa que em redor das coisas não soa a pouco menos que uma coisa indefinida, de rosto parcialmente pintado de coisas incolores, com a disposição de uma criança que gosta de coisas complicadas só para rir, e no fundo atrapalhar qualquer coisa, é só pensar que provavelmente, ninguém impede as coisas de serem algo mais que coisas que fazem chorar....

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Reflectir

guardo a dor no pé mais
solto das conversas que
tenho com a fantasia,...

se me falo no meio destas
intransigências de desnorteado,
faço-o porque quero
criar transparências,...

coisas onde possa reflectir a percepção dos dias que encontro nos fòlegos
perdidos dos minutos
quentes,...

nos anseios incolores,..

sobretudo em tudo,
e no nada que é saber
que se sabe tudo,
sem concretamente passar do zero dos
choros da ignorância....

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Porque apetecer também é motivo...



é só isto?,
e se as coisas parassem
como insolúvel momento
de falsidade para que
o que se sente se
repita até à exaustão,...


falsas frases,
desejos concatenados sem que nada faça sentido até
o chorar começar a doer,...


apeteceu-me sentar no ar,
e escrever estas coisas
espúrias e indefinidamente mal medidas de não saber fazer mais nada do
que isto vezes qualquer coisa e assim
indefinidamente.....

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cerveja


É pah,
isto fazia-o lembrar qualquer coisa,
quando a chuva nunca
caía duas vezes no mesmo sítio,
e as pessoas preocupavam-se mesmo
quando diziam preocupar-se com a preocupação das outras,
o castanho da fotografia dos velhotes despertou-o naquela tarde efusiva que parecia não ter fim,
sentou-se à mesa,
abriu uma lata de cerveja,
e arrotou,
tinha ficado como o passado que o ensinara a socorrer-se destas pequenas coisas para não achar a vida totalmente vazia....