O dia fechava-se como o último ato de uma produção teatral. Havia o sol, que descendia no horizonte como um dedal no dedo disforme de uma mulher sem idade. Havia sangue, pequenos fios que envolviam a fina linha que separa o que alcancamos, do que nunca experimentámos. Duas ou mais noções de tranquilidade estendidas, como naprons despreocupadamente tricotados por mãos anónimas, em cima da mesa irregular de nenhures onde esta história escolheu acontecer. Um episódio literário sem potencialidades. A virtude de um final de romance mais acentuado. E o desejo de se escrever, mesmo que não se saiba. Tudo muito confuso para se continuar
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