29.7.19

Recordar o fim

porque eram estas histórias mais falsas
que as mortes de todo o bairro,
se nem escritas foram por quem as viveu,
pelos que assistiram ao desmoronar
de um projeto de homem novo,
sem os versos pelo simples rasgar dos versos,
e com um livro que acompanhava o exalar da bondade,
em troca por uma terra bolorenta,
que apodrecia no retorno de cada relógio que adormecia,...

muitos anos depois,
eu sou o que resta ao pé do terreiro das histórias,
desta que foi a comunidade onde os felizes se apoderaram do Sol,
e gritaram ao fundo do limite do universo,
que ao adormecer,
a vida desenha-se no rosto de cada moribundo,
no amo-te  de um pai para filho,...

e agora não entendo porque chove o mesmo que inundou o golgota da criação 

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