22.5.10

Começo a ficar preocupado com o que não tenho para dizer. Assim sendo escrevo sobre viagens de comboio.....


Tenho dificuldade em escrever noutra pessoa que não a minha. Reflectia o jovem do lenço vermelho, que se sentia ferido com o despontar da barba que o insultava. Rabiscava numa folha que se auto-amarelecia. Queria o som. O desfazer permanente do som, mas só conseguia a luz. E a luz odiava.
Ao lado a chinesa submissa, que francamente nem se importava com o deslindar em tombos do comboio que furava o preto dos minutos que se enliavam sem deslindar.
Lá à frente a velha.
E o tempo? que se faz do tempo que não quer ser notado?

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