Afundado nos sonhos destes primeiros raios de sol dos últimos momentos da minha vida de infeliz. Sou marialva, numa inconsequência que a manhã lá fora, ao bater nas portas dos infimos mortais, descobre aos poucos, e deita fora. Deitei-me por sobre o fogo morto das ideias deslindadas e insuficientes, e acordo amorfo. Presumivelmente incapaz de determinar se são os pássaros chilreadores que me querem matar e incinerar, ou se sou eu que quero o mundo todo na alcofa do meu choro impassível. Raios para mim. Raios para tudo o que de feliz me entra pelas janelas neste dia amarelecido de tão bonito. Pintado de vermelho sangue morto, ponho pé-ante-pé com o intuito de desmentir o chão que me parece querer engolir. Lembro-me de todas as manhãs infindas como esta, que de tão sedutoras quase me tiraram a vida nas ondas intermináveis do choro.
"Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia." (Crónica de uma morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez)
27.3.10
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