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24.3.19

Auto retrato de um Silva

por mais pequenos passos que desse,
era um desiludido senhor desatento,
irresponsável,
que usava o tempo como penduricalho,
numa lapela gasta pelo desleixo,...

chamava-se Silva,
como podia ser Santos,
ou até nada,
se os passos que desse servissem para se afastar das frustrações que lutava por fazer passar como dislates,..

lembro-me da tabacaria de Álvaro de Campos sempre que o vejo,
de cabeça pendida,
a fugir à propria sombra que o oersegue disformemente,...

ora fuma,
ora só lamenta em surdina as formas irregulares das árvores com quem gostava,
um dia,
de dançar à média luz do entardecer,...

não encontrei mais nada intterressante para escrever hoje,
que este auto retrato falho de percepção e Sol iludido

22.3.19

e iremos morrer esfolados

dizem-nos sempre que despida de versos,
a pele floresce,
as nossas entranhas inventam paises que ainda nem ha,
acabando com a porcaria dos pobres,
e os miudos que se deitam e acordam com a meninice vazia,
por terem fome,
e o rosto sem os bons dias do amor,
e as boas noites da devoção até à morte,..

ca para mim há um ricardo reis em tudo isto,
a caminhar de bracos cruzados atrás dos quadris,
e a entrar nos Prazeres achando que nada disto faz sentido,
e depois a sentar-se entregue à eternidade una com o outro que lhe deu à luz, ...

com a lua por cima,
fazendo a sífilis brotar do sangue,
nada disto faz realmente sentido,
a pele nunca ira florescer,
e iremos morrer esfolados,
sem noticia que valha o sono a quem cá ficar


21.3.19

Dia Mundial da Poesia

josé de almada negreiros / se é dever dizer o que




Se é dever dizer o que
sem mestre aprendi da
vida digo:
a natureza tem tudo
mas cada coisa de
sua vez.
É simultânea como o
conhecimento:
sabe-se bem uma coisa
por causa de várias
que se sabem mal.
E tive paz quando
soube que antigos
me tinham deixado
isto mesmo.



josé de almada negreiros
poemas
assírio & alvim
2017

8.3.19

Um dia gostava de saber escrever assim

leonard cohen / a aparente turbulência




Foste a última mulher jovem
que olhou para mim assim
Quando foi?
algures entre o 11 de Setembro e o tsunami
Olhaste para o meu cinto
e depois eu próprio olhei para o meu cinto
tinhas razão
não era nada mau
depois retomámos as nossas vidas.
Não sei como é a tua
mas a minha é curiosamente pacífica
por detrás da aparente turbulência
da litigância e do envelhecimento

16.1.19

Um dia gostava de saber escrever assim

“Amei-te sem saberes No avesso das palavras na contrária face da minha solidão eu te amei e acariciei o teu imperceptível crescer como carne da lua nos nocturnos lábios entreabertos E amei-te sem saberes amei-te sem o saber amando de te procurar amando de te inventar No contorno do fogo desenhei o teu rosto e para te reconhecer mudei de corpo troquei de noites juntei crepúsculo e alvorada Para me acostumar à tua intermitente ausência ensinei às timbilas a espera do silencio”
— Mia Couto

9.1.19

Um dia gostava de saber escrever assim

“MANIA DO SUICÍDIO

Às vezes tenho desejos
de me aproximar serenamente
da linha dos eléctricos
e me estender sobre o asfalto
com a garganta pousada no carril polido.
Estamos cansados
e inquietam-nos trinta e um
problemas desencontrados.
Não tenho coragem de pedir emprestados
os duzentos escudos
e suportar o peso de todas as outras cangas.
Também não quero morrer
definitivamente.
Só queria estar morto até que isto tudo
passasse.
Morrer periodicamente.
Acabarei por pedir os duzentos escudos
e suportar todas as cangas.
De resto, na minha terra
não há eléctricos.”
– Rui Knopfli, “Memória Consentida”.

29.11.18

Pes s oa

Pessoa nas rochas,
no vento,
em cima de um mundo
Com tochas,...

Pessoa a arder,
luz fosca num quarto
escuro,
sem que me saibas prometer,...

Pessoa fui tu e eu,
restos de amor,
sem que me lembre do breu,...

Pessoa à noite,
comigo a vaguear,
desunido do que me possas ainda esquartejar,...

Pessoa a polir calçadas,
com Ricardo a ir pros prazeres,
e um mundo desigual,
sem fim,
nem fachadas

20.11.18

Um dia gostava de saber escrever assim

Fingir que está tudo bem 

fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir
que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde
os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas
não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão
desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós
olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver
sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de
medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto
dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um
oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga

José Luís Peixoto, in ‘A Criança em Ruínas’

7.11.18

Bloqueio criativo

não me apetece escrever nada hoje,
sinto que os meus dedos 
caíram no buraco 
sem fundo da dúvida,
e não há ruas 
onde possa ir para 
conhecer luzes
 opacas,
das que nos 
furam a pele e ressurgem com mil 
histórias de pessoas de sucesso,
com vidas medianamente desafiantes 
para fazer perceber aos outros 
como compensa rabiscar criação literária,...

poderia forçar o erro,
e esperar por dois 
beijos de instinto,
com a louça de uma 
casa perdida 
no tempo,...

mas não vale a pena 

6.11.18

Bukowski,.....só um bocadinho

se calhar não fazes de propósito
quando achas que a vida gosta
de ti,
nem ninguém te pode culpar
quando se te acaba o fogo de
sorriso,
o mesmo que te alumia os
lábios quando
te achas superior
ao próximo,...

no meio disto tudo,
se calhar,
só queres mesmo
que ninguém te incomode,
e que continues a ter o teu uísque
a tempo e horas,
até que o teu fígado rebente,
e depois ninguém mais
se vai lembrar de ti,...

experimenta a viver o oposto disto,
e depois explica-me a diferença,...

se é que há diferenças

Resultado de imagem para charles bukowski


Tirado daqui




5.11.18

Um dia gostava de saber escrever assim

fernando pinto do amaral / 7.




Foi por uma janela que te vi
chegar. A medo, olhámos um para o outro,
cercados de razões que não havia
em nenhuma das horas passadas à espera,
em nenhuma das artes do amor.

Um véu de sons cobria-nos o mundo,
as mesas de madeira envernizada,
a camisola       os olhos muito verdes
o livro dos telefones muito azul.


Quiseste despedir-te logo ali
talvez pra não nos verem. Se pudéssemos
sobreviver ao fogo dos sorrisos,
como se a um segredo confessássemos
mais do que a própria vida! Mas ias descendo
a longa rampa rumo aos repetidos
roteiros do saber. Retomarias
os horários de sempre, esse teu mundo
sem ventos nem marés, fins-de-semana
uns à espera dos outros. Quase tudo
o que tínhamos dito ficava a sonhar
com muitas outras tardes, com a luz
de menos breves horas. «Pode ser
que eu te escreva, que passe contigo
um dia de setembro».



fernando pinto do amaral
os olhos verdes
poesia reunida 1990-2000
dom quixote
2000

25.10.18

Um dia gostava de saber escrever assim

MANHÃS


Pendurada numa corda da roupa de um sétimo andar,
atrás de um prédio enferrujado,

todas as suas varandas envidraçadas ou com grades,
ali, em cada manhã, está uma pequena gaiola quadrada.

Cativo nesta provocação contra o céu,
nesse intervalo reflexivo entre apelo e canção,

esse Vazio que as aves nos "ofereceram",
ali na perversidade fixa de uma vertigem,

o tentilhão debate-se esporadicamente, desarmado,
mudo. Não, freneticamente vocal, mas sem ser ouvido. 

Queremos que isto seja uma ode.


John Mateer
in Telhados de Vidro n.º 18, trad. de Inês Dias,
Lisboa: Averno, Maio de 2013

10.10.18

Um dia gostava de saber escrever assim

roberto juarroz / todos falam



Todos falam
do que encontraram no caminho.
Alguns falam também
do que não encontraram.
E uns tantos referem-se
ao que não é possível encontrar.

Mas há quem fale de um encontro
que surge de uma emboscada entre as mãos
como uma andorinha que nunca foi parte
de nenhum bando,
como um gesto secreto que recolha
a compaixão que falta nos encontros.

Todo o encontro nasce
como a água perante a sede.
O resto é uma miragem
que não chega sequer
a desconcertar o deserto.



roberto juarroz
a árvore derrubada pelos frutos
trad. rui caeiro, duarte pereira e diogo vaz pinto
língua morta
2018

2.10.18

Não sei se um dia gostava de saber escrever assim,....ainda vou pensar....

joaquim manuel magalhães / despedes-te depressa destes dias


Despedes-te depressa destes dias
sem o sol que pensaste e te faria
rasgar de ti o que conheces.
Precisas da ignorância e do inútil.
O que sabes soterrou as energias
ao ar do mar onde há barcos e peixes
naturalmente, como tu não és.
Dentre as mãos como pinheiros as carícias
é uma forma de corroeres a vida.
Um espírito nocturno espreitas das coisas,
a transitória consciência encontra análogos
nas matérias, na falsidade.
Os vagarosos gestos ocupam os lugares,
a desolada observação dos factos e dos feitos.
O brilho visionário fez-se derrota,
a perfeição nos sonhos,
uma linguagem de sentido perdido.


joaquim manuel magalhães
dos enigmas
moraes editores
1976

20.9.18

Um dia gostava de saber escrever assim

ruy belo / nos finais do verão



Quando alguns anos aí por finais de agosto o sol por momentos como que se vela
e eu me sinto talvez sem saber porquê subitamente triste ou não sei indeciso
posso fazer várias coisas, no entanto quase sempre o que faço
é correr completamente todas as persianas de todas as janelas de todas as divisões
                                                                                                                 da casa
meter-me na cama cobrir-me todo até a cabeça com a roupa
e começar a ouvir por exemplo o requiem de mozart. Talvez quase todo o verão
tenha passado por mim quase sem eu dar verdadeiramente por isso
terei descido meia dúzia de vezes à praia terei tomado ao todo um banho
terei visto distraidamente uma tarde a areia cair-me do punho
levemente fechado por entre os dedos para a palma aberta da outra mão
O sol terá aplicado diariamente a sua demão de luz a dois lados da minha casa
mais amarelado pela manhã na parede voltada a leste
mais amarelo torrado na parede do lado ocidental pouco antes de passar
o testemunho à sombra avassaladora da noite
O lugar exacto do pôr do sol ter-se-á desviado insensivelmente no
sentido norte-sul dou por isso exactamente no fim do mês
ao levantar os olhos da máquina de escrever e procurar em vão o sol prestes a pôr-se
no estreito intervalo de duas casas à beira-mar onde antes o via
e além disso a passagem do tempo será também visível por exemplo
na altura da pilha dos jornais acumulados a um canto do quarto
no progressivo desgaste do enorme sabonete que dia a dia utilizei
para lavar distraidamente as mãos as diversas vezes que as lavei
Alguma coisa passou para sempre passou irremediavelmente para sempre
alguma coisa que não será principalmente isso mas será também isso
alguns rostos pousados no verão de linhas suaves como certos sulcos na areia
sim decerto alguns rostos estes dias insistentemente repetidos
mas afinal desconhecidos ficarão para sempre nas dobras do verão
e mais uma vez na vida eu não saberei que fazer acreditem
no que digo não saberei verdadeiramente que fazer
Noutras alturas do ano quando a timidez se apodera de mim
ou não consigo olhar alguém nos olhos ou tratar de um assunto prático
tomo um whisky telefono a alguém leio certo tempo o jornal
Agora nestes finais de agosto quando o sol por momentos como que hesitou
o que fiz foi correr as persianas rodear-me de uma certa escuridão
e deixar correr a fita onde se encontra gravado o requiem de mozart
Os violinos como que procurarão serrar suavemente as vozes cheias e leves
instrumentos de sopro violinos e vozes dispor-se-ão aqui e ali por estratos
à maneira das nuvens no céu de alguns destes dias passados
pela hora do pôr do sol lá para os lados do poente sobre as águas mansas do mar
Sentirei talvez a mão de cotão da escuridão pesar-me no peito
estendido apenas existente devido ao ritmo lento da respiração
e o vento socorrer-se-á de vez em quando da cumplicidade da música
que abranda que como que poisa para garantir que sim
que está ali exactamente rente à moldura da janela e procura
fazer-se pequeno para ver se passa por algum interstício
e assinalar a sua presença no quarto por uma ligeira ondulação das cortinas
por um hálito na minha pele que seja bastante para me alterar o ritmo da
                                                                                                respiração
Sentir-me-ei levemente inquieto tenho dois ou três problemas a resolver
estarei triste indeciso inquieto terá passado para mim de maneira
irremediável e não sei porquê mais sensível um tempo de vida
voltarei a cassete do outro lado piscarei os olhos no escuro
Tenho a sensação de que me protegem três ou quatro pessoas
de que três ou quatro pessoas contra as quais às vezes me revolto me fazem falta
não descerei à praia não quero estes dias voltar a descer à praia
Talvez em meados de setembro se porventura se não alterar muito
o ritmo da minha respiração eu abra de novo as janelas veja o tempo que faz
dê uns passos pequenos na casa e me encaminhe lentamente na direcção do mar
Então sim então estarei só. Que é feito daqueles rostos de verão
daquelas silhuetas ao pôr-do-sol interpostas por vezes entre a luz e o livro que lia
a que profundidade se encontram agora determinados passos
ainda não há muito indubitavelmente impressos na areia do verão
perguntarei na falta de outras pessoas talvez ao mar esse mar que mora
sempre aqui e não vai para longe com o verão. Ficarei à escuta procurarei
distinguir no marulho do mar qualquer esboço de resposta
olharei os contrastes da luz incidindo na superfície do mar
Sei que é em vão que tudo será decerto em vão e que mais uma vez
assisti sem remédio de braços caídos à implacável destruição do verão
Que é feito do verão que é feito dessa pausada estação
onde eu sem saber cavara os alicerces da minha vida que é feito
dos olhos sérios e dignos dessa criança ameaçada pelo fim do verão?
por um tempo que em breve a roubaria ao ruidoso convívio do verão?
Quando eu era pequeno e pressentia que me iam levar para longe do mar
despedia-me uma a uma das árvores das pedras que não mais voltaria a ver
mesmo que no ano seguinte as voltasse a ver dava uns passos a cambalear
pensava que seria isso doer-me a cabeça que nunca me tinha doído
Mas não era por isso não era por sentir há pouco no pulso
o fim acerado do verão que eu estava inquieto triste
ia jurar que não era por nada disso que não tinha nada a ver com isso
Agora sim agora estarei inquieto e triste por saber mais profundamente
do que uma unha cravada na carne que alguma coisa sem remédio acabou
que certos rostos precisamente esses rostos que amiúde o verão
utilizava para ser leve fazer parte das minhas coisas fazer
talvez parte de mim repousam para sempre amortalhados no verão
estarei triste por ver que mais uma vez terei falhado inapelavelmente na vida
Inútil agora fechar as janelas deitar-me voltar a ouvir o requiem de mozart
inútil mesmo estar certo de que fizesse eu o que fizesse
mesmo que o fizesse no devido tempo tudo seria inútil
Abrirei a janela fincarei o queixo no peitoril da janela
farei uma última tentativa para procurar saber onde é que se esconde
o verão onde é afinal o sítio sossegado do verão
Ficarei sem remédio triste à janela do meu quarto
de olhos perdidos no mar perdidos com o verão



ruy belo
toda a terra
todos os poemas III
assírio & alvim
2004

16.9.18

Um dia gostava de saber escrever assim

Paraíso


Deixa ficar comigo a madrugada,
para que a luz do Sol me não constranja.
Numa taça de sombra estilhaçada,
deita sumo de lua e de laranja.

Arranja uma pianola, um disco, um posto,
onde eu ouça o estertor de uma gaivota...
Crepite, em derredor, o mar de Agosto...
E o outro cheiro, o teu, à minha volta!

Depois, podes partir. Só te aconselho
que acendas, para tudo ser perfeito,
à cabeceira a luz do teu joelho,
entre os lençóis o lume do teu peito...

Podes partir. De nada mais preciso
para a minha ilusão do Paraíso.

                     David Mourão-Ferreira, in Infinito Pessoal

12.9.18

Um dia gostava de saber escrever assim

daniel faria / estranho é o sono que não te devolve





Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
De quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
De quem já só por dentro se ilumina
E surpreende
E por fora é
Apenas peso de ser tarde. Como é
Amargo não poder guardar-te
Em chão mais próximo do coração.



daniel faria
explicação das árvores e outros animais
fundação manuel leão
1998

1.9.18

Segunda de Setembro





Já não necessito de ti
tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio doutras
[galáxias, e
[o remorso
um dia pressenti a música estelar das pedras, abandonei-me ao silêncio
é lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
não, não preciso mais de mim
possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas
ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
deixei de estar disponível, perdoa-me
se cultivo regularmente a saudade de meu próprio corpo
"

Al Berto, “O Medo” 

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