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17.11.18

Gatos

A casa ficava ao nível do mar. Podíamos ver as gaivotas a sobrevoar o telhado, fazendo círculos concêntricos por cima das nossas cabeças. Grasnavam quando pareciam querer que as víssemos, e olhavam para baixo fixamente, atentando a cada pormenor do nosso percurso, sempre que o outono se preparava para espraiar nas falésias que embalavam o sono das ondas que vinham desfazer-se em espuma junto a nós, adivinhando quando queríamos fugir à loucura de tudo aquilo que era igual.
Havia sempre um gato à janela naquela casa.
Foram vários, ao longo dos anos, mas todos juntos pareciam fazer só um. Acompanhavam as nossas presenças de espírito perante tamanha beleza, as nossas depressões quando tínhamos de abrir as portas daquele sonho e regressar ao mundo encrespado que girava, lá longe. Nasci ali, no meio das mantas 'tweed', e dos bules de chá. Das gaivotas que ganhavam coragem de entrar porta dentro, e bicar os bocadinhos de pão torrado que saltavam da torradeira todas as manhãs.
 Mal aprendi a andar, aproximei-me da porta de casa e espraiava a curiosidade com longos olhares nos carros que, lá longe, serpenteavam no horizonte, fazendo-me crer que o real tinha um tamanho descomunal. Do tamanho da imaginação que eu conseguisse, um dia, amealhar por todas as pessoas com quem me viesse a cruzar na vida.
E sempre os gatos. O tal único gato de que já falei. Que quase me parecia sempre que sabia falar. Olhar para mim com olhos raiados de choro alegre. Ouvi miados roucos. Estridentes. Declarações de amor sem sentido, e plasmadas de todas as formas inexistentes que a linguagem proporcionava.
Ainda hoje me lembro de tudo. Como se tivesse acontecido em redor do último minuto.....

22.9.18

Como se engana o tempo

estavas nas barbas do que havia para fazer,
era um velório com pessoas cheias de fome,
e terias de ser tu a explicar que o tempo se desdobrava como pequeninos papéis,
os tais que envolvem os bolos da sorte chineses,
e dão a cada um a necessidade suficiente para perceber se se morre jovem,
ou fica para velho,
confiando no vento como comprimido para dormir,...

entretanto,
sentíamos toda uma dialetica a desidratar-se,
argumentos putrefatos incapazes de convencer à espera,
e a morte caminhando para um fim de tarde ao sol,
e ao calor


12.9.18

Pontualidade

vieste pelas 18 e qualquer coisa,
quando já não havia relógios em casa,...

cheiravas a insubstituível provisão do amor,
como se houvesse pó de flores mortas a renascer,...
subindo pelas paredes,
e a envolver-nos com amarras invisíveis,
daquelas impossíveis de esmiuçar,...

trazias incenso nos intervalos dos sorrisos,
quase como se o silêncio que te embalava como uma encomenda de inverno,
não fosse mais nada que qualquer coisa sem processo de redenção,...

e deixamo-nos ficar à música das folhas que deslizavam para o abismo,
redimidos das saudades de cristal que conhecíamos

31.8.18

X

cartas com razão precisa de um adeus,
com envelopes passando por línguas sem
que o silêncio dissesse dos corações,
apenas o silêncio necessário para explicar
o X que marca o fim,...

nunca gostámos dos fantasmas
que arranhavam as paredes,
com desdém pelo
que tendo sido vivido,
estava agora dissolvido no espelho
de águas pútridas,
de beira de porta,
e tu tantas vezes recriada no daninho do
que ficou para trás


5.8.18

Menos sorte para os conformados

indecisões, falsas percepções, sem saber do ar que respiramos,
tudo para dizer que já não mora aqui o princípio de dia sem cor a que nos habituámos,...

sobram só porções sem tamanho de meninas bonitas,
resinas de consensos de que o amor é o que nos move,
e um pequeno livro de páginas rasgadas,
com desenhos de velhinhas de há dez séculos a chorar,
enquanto esperavam pelos filhos mortos na guerra,...

desesperamos por um outro sol menos taxativo,
que não controle as frações indiscriminadas do vento mulher,
e enquanto não surge o renovador,
à espera da morte das árvores nos quedamos à beira rio


9.7.18

Cinquenta anos antes

cinquenta anos antes,
contados a pernas de medo,
lembrava-me do jardim que media
com revirares de órbitas,
falava comigo a amarelos,
sem que dele percebesse que outrora
tinha sido uma senhora que esperava a morte,...

também me recordava do bater diferente da chuva,
que soava aos batuques de folclore daquelas
festas de interior esquecido,...

cinquenta anos antes,
nem sequer tinha existência corpórea,
mas lembro-me dos passeios da língua,
a forma como qualquer ser que respirava,
se fazia entender apenas pela pele invisível
e escarada,
a mesma que prendia à pobreza,...

cinquenta anos antes,
apareceu definido na porta para a dimensão
de medo em que hoje acordei

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Tirado daqui

13.6.18

Convivência

durante o tempo em que com ele convivi,
o homem cresceu,
pensava nas raízes,
nas desilusões da vida à porta das cidades,
no frio a que sabem as bicas tomadas sozinhas,...

sempre que com ele convivi,
o homem desusava as pausas que fazia a falar,
até que deixei de recordar como ele era sem nada dizer,
do farto que fiquei de passar o tempo a ouvi-lo falar,...

durante o tempo em que com ele convívi,
o homem dizia não querer viver da política,
porque se um político era a política silenciosa feita polícia da palavra,
não interessava saber qual o melhor verbo que interessasse a tudo isto,...

e quando parei de com ele conviver,
havia uma conta por pagar a uma série de poetas que para ele tinham escrito,
deixaram-lhe versos a fio e o homem sumiu-se,
porque nunca soube sublinhar a importância do sentir na convivência

11.6.18

One man band

Não foram precisos três dias para que percebesse como os teus equívocos são resolvidos. E de que forma o dia dolentemente a deslizar pelo céu, até ser engolido pela noite, só serve para que dos teus bolsos saiam escusas imperfeitas para o adeus . Quando te conheci, não recitavas qualquer verbo coerente o suficiente para que de ti saísse aquele respirar difícil de poema.
Soubeste só os versos dedilhados numa musica que ainda trauteio ocasionalmente, para matar aquela solidão que vai e vem como a formiga que sobe o carreiro, e depois desce durante dias a fio.
Levantei um país invisível em redor do que pensei ser a consistência do teu querer . Mas hoje, mero apátrida, resto-me só, contra o que outrora entendi do mundo na tua voz.


10.5.18

só vou dormir cinco horas

regressava a casa tantos anos que nem se lembra,
depois do fim,...

chovia sobre as pedras acastanhadas de merda da calçada,
quando saíra mais velho do que era antes dos últimos suspiros,
aquela era uma cidade enviezada no criticar,
e com as cabeleiras loiras das putas que escorriam água a confirmar que subir a rua era para nunca mais voltar,...

trepou umas escadas assustadoramente normais,
e no corredor ao fundo um velho sorria-lhe a mijar com as calças pelo tornozelo,...

a cabeça estava imensamente vazia do que era aquele lugar,
só para nadar sentindo que nunca devia ter partido


9.5.18

Um dia gostava de saber escrever assim

José Ángel Cilleruelo / bairro alto


2
Uma revista rasgada na armação
da cama vazia. Além o colchão
no piso de mármore, junto de restos
de pequena fogueira. Nas paredes,
mensagens de amor reles e obsceno.
Beatas, lixo, plásticos, migalhas
por todo o lado. Um preservativo
recente junta um sinal ao abandono.

Não sei se neste quarto estive só,
numa tarde de chuva, masturbando-me
devagar. Ou neste quarto será onde
desabotoou a saia e disse
deita-te! e o fio me beijou
os olhos. Ou talvez que na janela
de um quarto como o que descrevo agora,
numa manhã de setembro aziaga,
tremi ao ver que corria pela avenida.

Camiões e gruas e operários
destruirão o velho hotel em poucas
horas. O pó cobrirá a figueira
e os fetos do pátio antigo.
grandes rodas esmagarão a erva
onde me deitei um dia com um livro
nas mãos. Levantei os olhos
e estava junto da piscina,
prestes a rir-se do meu sotaque
de estrangeiro. Este quarto. Estas ruínas

28.3.18

Doca

A não ser as traineiras,
Aquele era um braço de rio estranho,
E sem cheiro a casa,...

Não havia miúdos sombra a coser redes como se fizessem ponto cruz de um sonho,
Nem a gaivota encarrapitada no mar chão a bailar ao desdizer da rebentação,
Nem sequer o sol a desflorar a água como se a tarde fosse a virgindade que já não volta,...

Havia tudo estranho e escrito nas margens nuas de pedras,
Um velho ao longe a fintar a morte com a carreta feita balde de amêijoas,
E tu a olhares-me na menina perdida dos olhos,
Pensando que era melhor continuares sem me conhecer,...

É o que me lembro


18.3.18

1983

Tinhas todos os 1983 perdidos
No cabelo enquanto lias,
Presa num presente medievo
Refletido no olhar de tarde
De rádio em onda média,
A tua era a minha luz de pátio
De verão a acabar,
Acalmava-me espreitar o sossego
Dos pios de pardal,...

Os que tão bem se misturavam com
O cabelo de areia dourada que
Escorria sobre as letras,
Daquelas histórias sem futuro que
Adoravas sorver,
E depois,
No fim do fim de dia de
Adolescência feliz,
Desprendia os olhos de ti e
Voltava para o escuro
Deste quarto onde,
Debruava a vida em tons pastéis de solidão da velhice

22.4.11

Cerveja


É pah,
isto fazia-o lembrar qualquer coisa,
quando a chuva nunca
caía duas vezes no mesmo sítio,
e as pessoas preocupavam-se mesmo
quando diziam preocupar-se com a preocupação das outras,
o castanho da fotografia dos velhotes despertou-o naquela tarde efusiva que parecia não ter fim,
sentou-se à mesa,
abriu uma lata de cerveja,
e arrotou,
tinha ficado como o passado que o ensinara a socorrer-se destas pequenas coisas para não achar a vida totalmente vazia....

20.4.10

Sem título (15)


cidade de desnorte,
coisas oblongas a
passear invisuais
nos passeios esborratados
dos choros,
é o que se vê
mulheres de vidas,
não se sentem
homens de momentos,
só o vento,
precisos sopros
transparentes com
beijos,
e desenhos,
mapas para a felicidade
que dão em campos,
em países felizes,....

20.1.10

O vento entre as coisas

 

 
Sim, há vento nas coisas. O espaço do que significa para nós uma carícia do dia que entardece, o sol que ampara o sorriso de quem nós amamos, é amparado por um tranquilo desfiar de brisas. No âmago do que se ouve por trás dos passos inseguros com que acariciamos a terra, está a música de quem já aterrou medos noutras épocas, naquele mesmo sítio. Há quem pense no infinito deste círculo que há séculos nos permite subir e descer até expirarmos tudo o que temos para dar ao mundo. Escreve-se, o pensamento de tudo isto em poemas inconsequentes e sem sentido.
Mas no momento, no segundo descontrolado em que tudo se perde, há o vento das coisas a pacificar o que se duvida....

18.7.09

Sem título (22)

filigrana de mel sonho
dito,
com prazo para ti feito
ouro,
de país de abóbora com
prata forrado,
com militarismos
sonhado e reescrito,
preso no rebordo
de uma nuvem
acometida a destino,...

19.12.08

Modinha

senhoras e meios senhores,
de noite começa a mentira,
de que querer penhores,
fica melhor a quem suspira,...

a dormir se fazem os justos,
pessoas de médio porte,
porque quem vive de sustos,
cedo se desfaz do Norte,...

gente faz possíveis,
tocada a lenha mole,
já que de notas incríveis,
vivem os sem pedra de toque,...

tudo a esforço para dizer,
que quem não pensa sofre,
desfazem-se sem querer,
mentiras pintadas a ocre
,....

16.9.08

Tele-escola



Se o tino não me falha
já tinha aprendido a ler-me,
desenhei de um trago as curvas do mundo,
com as aparas do carvão
fiz povos às cores,....

gente que olhasse o passado com ar frívolo,
desnudando mulheres pela maldade de o fazer,
e esperar em troca o declínio das estações,
e o benfazer das rugas traçadas a sangue,....

todos os dias me faço mal,
habito em oceanos de aldeias desertas,
e continuo sem entender,
se a terra tem alma,...

ou se sou eu o mapa-mundo dos equívocos....

17.6.08

Roma



Com o entardecer Júlio César renasce só
Para casa, sem que casa seja penar de facto,
É antes a túnica de um reduzido espectro,
Ave a desfazer e a impelir água em céu de leite,
Nunca como o agora estes bichos serão pedra,
Como eu quis e procurei na senda dos
limites onde caminhei cristão,
De onde saí palidamente invisível,
E estoicamente notado pelo invísivel
de argumentos nus que vendi,
e ainda vendo,
Com o anoitecer Júlio César lamenta-se,
Pigarreio o que quero porque Roma,
sou eu a contar iluminismos que se desfazem....

4.6.08

'Mutatis, Mutandis'


A quem conseguir captar a essência do que é ser feliz, e vendê-la como patente registada,.....alvíssaras. Diz quem o tentou, que a dificuldade está sempre no processo de selecção de odores. A brevidade de uma experiência, de um momento, de um cenário idílico, torna quase impossível reunir tudo num único composto.
Admite-se, quase 10 mil anos depois de o ser humano se ter levantado para começar a caminhar, que já houve quem chegasse perto. Mas a fugaz capacidade de compromisso do homem, torna esse desígnio quase impossível. Quem vive muitos anos com a felicidade de chegar à recta final da existência, com a ilusão de que está apto a compreender o motivo pelo qual não se matou logo depois de nascer, pode sem problemas assumir-se como um ser humano realizado. Assentar arraiais num planeta fétido, e poder viver consciente de que nada se deve a ninguém, é bom. Deve aliás ser o prazer supremo da existência humana.
No mapa genético do homem que, neste momento, está a ser baleado numa favela do Rio de Janeiro, por simplesmente estar no sítio errado, no momento impróprio, deveríamos todos encontrar um espelho. O reflexo das virtudes dos que almejam o sucesso ao virar da esquina, e dos defeitos da irredutível aldeia de gauleses que morreu à espera do colapso do universo.
É confuso, quase até sinistro, raciocinar sobre algo que, provavelmente, é o mais insondável dos mistérios da criação. A falta de pureza da condição do Homo ‘Sapiens’, torna o conceito de felicidade mutável, mutante e, no limite, perigoso até de abordar. Queima sentir o bem-estar interior, o ‘Nirvana’ dos momentos de perfeição. Mas também deve doer a quem luta por os conseguir captar e, em permanência, falha esse desígnio.
A bíblia diz que, no princípio, era o verbo. Eu cá sinto que antes do verbo, já provavelmente andavam no ar uns espermatozóides que, ao encontrarem o óvulo do conhecimento, se juntaram para produzir a mais tortuosa das criações. A mente humana.

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