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2.2.19

Alegoria doce

todos os tolos como um bolo,
e o açúcar que escorre das observações
sem dia,
e dos olhos que se definem como passas efusivas,
que se consomem nos dislates sem sentido,...

teria feito aliás todo o sentido informar-te que sofro de diabetes,
e nunca te trincaria da forma eletrificada como sempre desejaste


22.8.18

A inutilidade da volúpia

ninguém quer a volúpia só para metáfora,
a frase enche-se,
o tesão explica-se com acasos,
e o amor perde-se no banco de trás de um autocarro não sei para onde,...

a volúpia,
ao que me dizem,
provavelmente é qualquer coisa que se compra com lenços perfumados,
e depois usa-se para tirar nódoas de sangue seco e enseminado


19.8.18

Sem título (89)

eu não gostava que pusessem
balizas na minha existência,
servia-me do tempo como
os desclassificados de bairro
usam as meninas inocentes,
sem travão nem metáforas daquelas
 que vulgarizam os poemas,...

por isso,
os caminhos sem escapatória
não me diziam muito,
só o suficiente para acordar
 a cada manhã com os
olhos secos de choro,
aliás,
nunca acreditei no choro,
nem nas estrelas como
justificação para caminhos transparentes



20.8.10

Ordinariamente simples


farto do amorzinho pouco
e descabelado, digo a
torto e sem direito
farto,...

desníveis a
saltar para me esconder,
hajam rodas para
esconder as crianças
do verbo foder,..

o zezinho a maria,
os pares de dedos
do trolha espúria,
a micção mal-cheirosa
da senhora,
tudo faz parte da
recolha,...

sim é lixo para a ramona,
três da manhã ninguém ressona,
tudo farto do mundo
de peidinhos vaginais,
de soltas risadas
frugais,...

tudo quer porrada,
toca mal o rapazinho
na estrada,
o que a rir espera da
vida sonhos,
coisas que só terá em
merda e vómitos risonhos,....

não,
já me fartei disto,
nem já de petisco
quero a oração,
só mesmo sopas
e repouso,
como cristo....

20.1.10

Pelo menos sou são XII

este céu,
o das coisas furadas,
pinga-se por dentro
dos anjos reformados,
que nos reste esperar
por eles nas paragens
dos autocarros
do desejo.....

#XI, #X, #IX, #VIII, #VII, #VI, #V, #IV, #III, #II, #I

16.7.09

Mulheres (Round 1)


a dona das suas donas,
esperada em sangue
na esquina dos mundos
de faces rosadas,
diz de amigas o que
se quer ouvir a chorar,
'gosto delas',
'mas desgosto das raivas delas',...

o relógio passa,
e amigas tornam-se
conceitos em fuga do
desnível dos suores
que não esperam,
finalizando o que terá fim breve,
está assinado o cheque,...

a dona das suas donas
deixou de vez pronto
um caminho de espigas
pessoais.....

7.7.09

O gato


hoje acordei-me no
corpo de um gato irreflectido,
ponderada está a
questão de ter de amarelecer o verbo
que me faz viver,
admiro-me por ser
inexplicável o que,
debaixo de reza complicante
e afectuosa para a condição humana,
faz com que o que penso,
determine a insensatez
daquilo que estipulei
para este dia,
regado o argumento
do imponderável,
deixo-me quieto em
solavancos de inveja
criativa,
ronronado espero que abraçado,
me sinta menos capaz
de destruir tudo o que
de fortuito me aconteceu para ter
de aqui estar....

28.10.08

Nem um pataco vale esta patacoada

como mortos que desfaçam
tanto o florido dos nossos olhos,
são aqueles os que não
pertencem
ao que é nosso,
ouvimos falar de suores frios,
esvaziamentos de balões
que acabam em casas
de milésimas de sofrimento,
e os nossos mortos?
nem psicologicamente doido
está o poeta apto a saber
do que nem existe, feliz
a hermenêutica
do que nem sentido faz,...
como esta patacoada...

26.10.08

Luxos Importados IV

Ouvia, à boca cheia, ter cara de quem fazia e destruia amigos. Como poderia ser o que nem sentido faz? A cara só desdizia o que o coração mandava fazer. E isso nem se compatibilizava com o sonho de disparatar conceitos de vida em harmonia.
Melhor dizendo, o homem tinha mau hálito. Ponderava invadir uma clínica dentária....
#I, #II, #III

25.10.08

Manuseamento efectivo da hipocrisia


em dinheiro corrente comprar
aquele político eram dois pirulitos,
sobrava sempre o temor
das coisas de esmalte,
e da criancinha de ranho
fácil e dourado,
de muitas velhinhas a
precisarem de collants novos,
eram coisas que desfaziam
o político por ele ser menos sóbrio
que sonhava ser,....

e com certezas que pendiam de um gesto
frouxo em frente à sorte,
fez-se assim o final de um político de
certezas dúbias,
acabou-se ao acabar por términus
anunciado....

21.10.08

Pelego



Pelego de proscénia,
cacósmico com coisas sãs,
chove de si mesmo quando
o falar, pesa mais que o rir
desgovernado,....

conheci o pelego de
sobreaviso com a mentira,
chamou-se de alegria,
e pintou-se de vaidade,...

a progénie que se
sentiu no fulgor bordado
a seda foi letal,....

de espelho na orla,
o pelego sentou-se a desenhar e,
....de todos os rabiscos de
seu próprio desânimo,
saiu-lhe um grito
de auto-mutilação....

17.10.08

Foi às putas

o verbo tem candidiase,
a anal situação é prova
cabal do relaxe entorpecido
de dias a fio em redil,....

terá fisgado o poeta,
terá alienado o que
tinha para dizer,
notas de rodapé que
o verbo esquece por
cima das palavras,....

ufano,
resignadamente imoral,
o verbo sangra chatos,
esteve com duas putas
que entre si não fazem
uma interjeição.....

1.10.08

Zoroastro de uma figa



zoroastro de uma figa,
pelo menos parecia
super-homem em dia
de bolas de golfe,...

alvísseras,
desfez-se em pás,
e por seu turnos,
coisas de nenhuma
importância quando se quer
perceber o outro
lado diáfano de um
homem,....

dizia-se super,
e que queria dois lugares
aos pés de Deus,...

um de puta para todo o sempre,
e outro de fungo que
complementasse o pé
de atleta do criador,...

zoroastro de uma figa,
além para o mar de
indecisões que personalidades
destas representam....

14.9.08

Pneus e receitas orientais


-Perguntava eu, dona Amélia, e o seu marido? Ouvi dizer que ele já sente as vestes da mulher de preto...
- Sim. Coitado. Choro, pinto as paredes com o sangue do senhor, a menina já anda vestida de vermelho para os espíritos aquecerem e derreterem.
- E ele melhora.
- Não. Mas no outro dia consegui que ele me perguntasse de que cor tinha pintado o cabelo.
- E pintou?
- Não, estava a fazer um bolo, o gato saltou para cima do tabuleiro do forno, e levei com uma salganhada de gemas de ovo na cabeça. Entrei no quarto para ir buscar o álcool, e ele viu-me.
- Compre-lhe tónico, que o homem acorda.
-Não acredito vizinha. Ele já fala que gosta da bata que a avó traz. E a avó dele nem eu a conheci.
-Pois,...
- Olhe, o que me vale são dois pneus que eu arranjei no quintal.
- Dois pneus?
- Sim. Meto-me lá dentro, redondinha rebolo, e pronto. Ali fico. Até vejo campos floridos.
-...
-....
- Olhe vizinha, tenho o almoço ao lume. Até logo.
- Eu também. Hoje vou beber saké, e fui ao chinês comprar pénis de tigre a ver se o homem me acorda....
-....

11.9.08

Constipação



na noite em que acordei
com um anão no olho,
espirrei,
sorvi duas pestanas da criatura,
e chovia fininho para
descontentamento excelso de mim,...

31.8.08

A cebola



de cebola, senhores,
são coisas que o estrado
já não digere,
penteio-me com o arrasto
que a calvície nunca merece,
para chorar,
de novo o tempo refém de
inseguranças,
resta-me a cebola,
frito um bacalhau com o cocuruto....

26.6.08

Mónico Leu o Whisky


Melena cor de chumbo,
pôpa, mulher, pôpa,...
e um pinguinho de condicionante,....

Saia com baínha,
que íman com ladaínha!!!
Nódoa, mulher, nódoa,

Transparente, em azul,...
Nódoa que joga na névoa,
com rimas de mau prestador,...
Serve-o, mulher, serve-o,...

Conselhos:
Pedra-pomes,
Pensos,
Gravilha,....

Joelho sofre,
carteira ganha,
honra?....

Como tremoços ao pequeno-almoço...
Nunca palmadinhas nas costas.....

30.5.08

O padeiro e o pederasta



na rua iconoclasta,
sobem passos felizes,
desce o infeliz pederasta,...

que suou para fugir,
à biqueira do padeiro,
sem coração a bolir,...

vento que sobe, assobia,
e o pederasta recomeça,
até abrigar-se na alcobia,...

alva a fronte que lateja,
ensaguentada, indecisa,
com suave formol de carqueja,...

pesa mona de aço,
dedos de linho,
delicado pelo cachaço,...

pé, salto, pé,
padeiro voa do nada,
e o vento já cheira a café,....

se o tempo não pesasse,
a casa seria de aço,
sem desvario que redundasse...

13.5.08

Toilette



Esqueço-me de levantar a tampa da sanita,
E o mundo dá-me um chuto no cu,
Brinco às casinhas com a água da pia,
Enquanto sorvo indecências,
O mundo já arranjou um político com quem implicar....

Estória de interior



Viúva de esmalte,
Que ninguém lhe toque,
Já se partiu,...

Viúvo de hortelã-pimenta,
Cheira, cheira,
Atchim,
Quer cafuné,...

E o bairro o que diz?
Força, amor!!!!

Quer-se sinos,
E pombos a defecar,
Em cima dos tailleurs das senhoras,....

O talhante nem dorme,
Já salga o fígado,
E seca a entremeada,....

O que queres viúva?
Nem de manhã, com a cama vazia,
Dás passo para o café,...

Domingo de Pascoela,
Chove que se desalma,
Viúva deu-lhe sede,...

Fim de estória de interior,
Viúva imigrou,
Cansou-se de cansar vontade alheia,...

Viúvo,....

História intermitente de desejos explosivos,
Dá hoje pelo nome de Amélia,
E corta as unhas ao prior da terra.....

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