Ao quereres vasculhar
o meu silêncio, vem de comboio,
Serás a velhinha que
procura abrigo junto do maquinista,
Em privilégio de sentidos,
Renasces em raio de luz,
Animarás o entardecer
rumo ao horizonte da felicidade,
Em simples troca de sentimentos,
fico a perder face à tua tranquilidade,
Brota em energia vulcânica
quando te envolvo com um olhar,
Procura no meu silêncio a chave
para o enigma da felicidade bicéfala,
Tranquilo anoitecer de fruição....
"Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia." (Crónica de uma morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez)
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20.3.08
Gewagte Rose
25.2.08
'Biloxi'

O senhor Vandendruizen faleceu. O último resquício de vapor de água na parte interna da câmara criogénica prova como se elevou aos céus em paz. A família tudo fez para o preservar, mas 122 anos e uma gripe venusiana acabaram por vencê-lo. Aliás, acredita-se que com menos de uma semana de Inverno, a colónia ‘Biloxi’ conte já com alguns óbitos.
É o que se depreende da regularidade com que carretas funerárias saem do ‘heliporto’ da base. O cemitério da colónia foi recentemente instalado num pequeno asteróide, a meio-dia de viagem do solo do planeta Mercúrio. Mas neste momento isso é o que menos preocupa a família do senhor Vandendruizen. Arranjar lugar na próxima carreta funerária implica que, com a maior celeridade possível, se trate da requisição de 10 licenças de transporte, uma para cada familiar que pretende prestar uma última homenagem ao defunto.
Além do pagamento de uma importante soma em dinheiro, conseguir o documento implica que cada pessoa abdique de um dedo da mão direita, que reverte a favor da administração civil da base. Trata-se de um imperativo legal, já que a crescente entrada de colonos, obriga a uma reformulação dos procedimentos de contagem da população, e à consequente adopção de novas medidas de identificação.
Fala-se que, a qualquer momento, a presidência da base poderá publicar, em ordem de serviço, um outro imperativo que começa já a preocupar os chefes de família. O Grande Líder está perto de completar o seu primeiro centenário de vida, e o núcleo de gerontologia da colónia tornou já público que a libido de um homem que entra na terceira idade acelera descompassadamente. Ainda não é certo, mas todas as descendentes de um falecido, poderão ter que passar uma semana no quarto do Grande Líder, antes que sua excelência assine a necessária autorização para a inumação do cadáver.
As organizações feministas da colónia, estrategicamente, optam pelo silêncio quando confrontadas pelo único jornal que se publica em ‘Biloxi’. Asseguram estar a ponderar uma resposta, adequada ao intensificar da libertação da mulher no século XXIV.
P.S.: Texto que escrevi para participar num concurso do site http//www.escreva.com, do qual tomei a liberdade de usar a imagem introdutória para ilustração....:-)
14.1.08
A desilusão ou a história do homem invísivel
Com a cabeça para baixo, e os pés a balouçar, eu caminho na estrada da desilusão. Quem passa por mim nem se dá ao trabalho de parar. Vejo mulheres com o sexo cosido, homens com a barba em sangue, e crianças a receber a extrema unção. Tento passar despercebido, mas nem vale a pena o esforço. Tropecei na raíz da árvore do pensamento. É pontiaguda, ameaçadora, e tudo faz para atrair presas fáceis de devorar.
O chamamento é apelativo. A letras douradas, está inscrita num dos ramos a palavra liberdade. Perdi um braço, e senti a alma a começar a sangrar, mas a marcha teve de continuar. Um velho, que eu não acreditei que o era, começou a gozar comigo.
Tinha cara de quem ainda usava cueiros, e modos de um imberbe adolescente que já foi preso por roubar carros. Disse-me que eu ia ter uma morte dolorosa, e não havia de demorar muito. Agrediu-me com um pau, e chamou-me de estrado teatral. Quando me deixou ir, gritou aos sete ventos que finalmente tinha agredido Moliére.
Ao chegar à recta final da minha viagem, senti-me...., sim,...desiludido. Prostrado, sem força para viver, entreguei-me aos desígnios das fadas que regulam a circulação nesta estrada. Transformaram-me em sinal de sentido proibido, e colocaram-me no primeiro entroncamento que encontraram.
Pediram-me para estar atento ao próximo adolescente com ideias de mudar o mundo que passasse por ali.
11.1.08
Gole de tinto suave
Se te despes, cobre-te já,
Se te cobres, porquê o pudor?,
Quero o etilismo do teu ser,
Servido num cálice de deboche,
Porque tu és cicuta doce,
E consegues ser champanhe amargo,
Só eu anseio por classe suficiente,
Para sair de um redondel de vício,
Na ponta da tua língua está,
poderá estar, imagino que esteja,...
Quem és tu na realidade?
Ah, um gole de tinto suave...
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