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9.2.19

Esta vai para a coletânea da Chiado, 'Três Quartos de Amor'. Assim o espero!!!!


Aqui me tens como o sangue invisível que faz chorar as árvores. Em mim, o dia amanhece sempre dependente da noite que corre sobre os meus olhos, acompanhando-me quando palmilho as ruas das outras pessoas, dizendo assim presente ao falso sentimento de segurança que irradio na solidão. Longe de ti. Longe das certezas em que abuso ao gravitar em torno da tua força magnética que desvenda os meus dias, e afasta as noites sem explicação em que insisto permanecer. 
Lembro-me de te ter conhecido afastado do meu ser. Sentia não ter nome, nem idade, nem sequer a certeza de um ser que em todas as pessoas se chama pele. Mudaste a  percepção do meu conhecimento, desenhando no meu esqueleto retalhos de tecido que, com o passar do respirar do tempo, se fundiram na minha capa de proteção. Afastando-me do desnorte do tempo que mata as pessoas.
No desenhado dos teus olhos aprendi, aos poucos, a repousar quando ando acordado, por entre o que nem sentido tem, e assim deve permanecer. Conheci-te quando o sol se escapava por entre os prédios, deixando atrás de si um caleidoscópio de cores no nascer de cada dia. Amor não conhecia. Amor não sabia escrever. Tudo mudou com a poesia de me sentir calmo, com o teu toque. Com a suavidade indescritível do teu caminhar.
Sei agora reforçar num verso a devoção de estar contigo. De te saber minha. De conhecer que o nós se sobrepõe ao cada um à espera de qualquer coisa,…parecida com o fim.
Reconhece estas linhas como o reconhecimento da felicidade de estar contigo.



23.1.19

Inesperadamente sem senso de vida

há tanto tempo que o não estar em ti
me tira a pele dos olhos,
deixa de me fazer sentir uno com a terra,
transformando o meu som na ressonância
indigna dos mortos sem frase,...

sinto falta de calar a minha mudez
no teu corpo,
de reescrever todos os poemas
que fizemos a uma só mão,
dando-lhes o título de só,
inesperadamente sem senso de vida


11.1.19

e tudo recomeçasse no som

libertado,
sentia-me como o som,
cortado em pequenos gomos
de laranja,
que numa existência 
de momento,
contribuíam para 
acentuar o brilho 
inerente ao teu ser,...

era prolongar 
suficiente dos meus 
desiquilibrios de fraqueza,
pintar-me como esta fábula,
e continuar a desafiar
 o caminho aumentado dos dias,
até que me desvanecesse
 em alimento para o teu sono,
e tudo recomeçasse no som,
do silêncio 


5.1.19

A mágoa descrita

existiam as condições
para restabelecer o desejo,
com um homem e uma
mulher de pele retalhada,
uma casa vazia
desnudada de sol,
e com todas
as pedras invisíveis
nos canteiros de flores
que pendiam nos sorrisos,...

agora precisavam-se
de escritas invisíveis,
lábios incandescentes
 a sangrar por um,
dois,
três passos
na direção do abismo,
e no fim de tudo,
talvez fossem de
todas as falhas
da condição humana,
os respirares trocados
com que se brindava
à noite enobrecida e distante


28.12.18

Aznavour e o amor

Era um Aznavour compassado. Quase como se estivesse dentro do teu coração, batendo com tudo que em ti me atraía.
Cantava Paris, e ruas a cheirar a vício. A bebida podre. A mulheres incapazes de rendição ao amor. Pus a tua mão em baixo da minha. Sorrimos, sem sequer falar.
O bar fechava, semelhante ao palco desmontado do circo dos moribundos. Quando o ‘Formidable’ se emudeceu, levaste-me para a rua. Caminhámos sem destino, com as paredes daquele sítio sem nome a cair por sobre os nossos corpos,
quase como os lençóis onde te desvirginei, dando-te a primavera que me sussuravas ao ouvido.
À chuva, escrevemos no vento tudo o quanto havia para tornar supérfluo, desnecessário, concedido ao lado negro do mundo.
E tudo acabou quando nos desvanecemos no rio seco das nossas ausências...


22.12.18

Escrever o ar no ar

não sei se escrever o que
 foi escrito,
quando aqui estava 
apenas alguém 
imerecido de confiança,
será digno 
de um amanhecer 
contigo,...

não sei dizer 
mais que lugares 
comuns de frio,
menos qualquer 
coisa que uma 
noite sem sentido,
e já que só nos resta 
a pedra seca do ir e vir,
pensei 
que a um poema 
se sucedesse outro,
e depois 
viesse o refresco 
seco da tua pele,
e mais 
qualquer coisa 
para além da 
minha inconsciência do real,..

mas não,
deixa estar,
saberei dizer 
solidão com letra 
grande de acordar sem ti 


10.12.18

Ti

e é de ti que eu gosto,
das desnecessárias 
revelações de ti,
de ti indefesa,
comigo sobre ti,
com duas respirações 
unidas num átomo,...

nem saberia de mim se de ti
não tivesse do que já me ri,
porque em ti choro 
menos do que quando suspiro,
e se de ti eu escrever o 
suficiente para 
amar tudo o mais
que ontem o fiz,
a ti volto porque sim,
e porque tem de ser


28.10.18

Amor personagem das noites

sussurrei o que teve de ser,
afirmar a pequenez do meu ser,
dizendo que se calhar 
iria dissolver aquele momento,
o nosso momento,
e esperar pelas pedras soltas 
que há muito gritavam a partida,...

não sei dizer mais que o 
aperto de todos os dias,
passados a pensar o adeus,...

que te fique a poesia,
a mesma que te acordava,
quando havia ainda amor 
personagem das noites 


9.9.18

Perdido na tradução

eu não quero ir,
estar aqui contigo faz-me sentir com olhos que não rasgam carne,
e que talvez o desejo,
não se escreva com indiferença,
mas sim com luzes de cidade grande a sarar a pele de feridas infetadas,...

fica comigo mais um pouco,
se lá fora o vento não se desculpa pela arrogância,
aqui não precisamos de falar,
gosto de ti pelas inconstâncias do silêncio,
com a necessidade irrefletida de desenhar na tua pele que não sou perfeito,
mostrando que a minha carne pesa mais que a insignificância dos meus ossos,...

eu não quero ir,
com um último abraço de manhã,
devo conseguir gravar-te no meu respirar



28.8.18

Frase solta

faziam a fauna daqueles momentos de aconchego,
os pássaros velhos do sorriso,
com os bigodes de um gato gordo a titilar de amor a pele,
e ao longe a ladrar o cão sem nome do adeus,
de que tínhamos medo que passasse a porta para abraçar o chão comum da nossa vivência,...

não havia rei neste mundo sem trono,
sem leis
e de onde o som se recusava a sair de gargantas sem notas de música,
tudo funcionava pela forma simples das roupas rasgadas,
do passear por entre as pedras até doer de tanto saber bem,
querendo os quandos sem saber onde os porquês se escondiam por entre as ondas do rio das coisas sem nome,...

até ao fim das noites que viessem,
ficaríamos aqui até os nossos corpos serem chaves de uma possível eternidade

15.8.18

Crise de meia idade


poderia este homem terminar
 hoje a vida,
que dele as pessoas sempre
esperariam qualquer
coisa da meia idade,
o conformismo no redondo dos olhos,
com os passos incertos
de não ter vida para desenhar
quando cada sol nascia,...

e ela relativizava as coisas
no refogado do arroz,
armava tudo a cada almoço
com um silêncio de melaço,
para acabar numa teoria difusa
 do sol como escape de um
sítio onde não se quer estar,
e com quem não se quer estar,...

um dia a noite entrou
pela casa dentro,
e deu duas coisas
a escolher,
desonra,
ou a capacidade de reter
 qualidades e transformá-las
em qualquer coisa parecida com felicidade,...

escolheu-se esperar pela próxima
madrugada,
o ser humano consegue o
impossível
 quando prefere desligar-se





11.7.18

Rua zero

não, não estávamos sozinhos e chovia,
lembro-me de na rua escorrer um pequeno
rio de margens soltas,
vermelho sangue,...

parecia que nos ossos das casas,
havia moribundas e efetivas
partes de heranças,
deixadas pelos risos de todas
as crianças,...

conversámos,
até o sol se encaracolar
naquelas nuvens que eram habituais no
horizonte,
e parar de brotar o desnorte
de todos os cantos invisíveis
de morte,....

e no fim a alma
desenhada num,
mão na mão


6.6.18

Assisti ao fim de uma vida em comum de 63 anos

com que palavras és dos arredores das ideias,
dos fins de tarde sem nada para dizer,
sem o amor a um canto de sala vazio, e um
copo cheio de nada,
em toda a casa tomada
pelos silvos do vento,...

a partir de um conceito,
de dois e dois não terem necessariamente
de ser o transpirar da velhice do mundo,
seremos capazes de definir
o passar do tempo que nos torna indolentes,...

a precisar de caminhar naqueles dias
frios que convidam ao precisar,
um do outro,
dos dois,
e de nenhum para que valha a pena
sentir o âmago do respirar,...

penso que talvez haja mais
do que infelizes coincidências,
no caminhar seco para o adeus
que sabemos ter de chegar

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Tirado daqui


27.5.18

Um dia gostava de saber escrever assim

O Teu Amor, Bem Sei

o teu amor, bem sei, é uma palavra musical,
espalha-se por todos nós com a mesma ignorância,
o mesmo ar alheio com que fazes girar, suponho, os epiciclos;
ergues os ombros e dizes, hoje, amanhã, nunca mais,
surpreende o vigor, a plenitude
das coxas masculinas, habituadas ao cansaço,
separamo-nos, à procura de sinais mais fixos,
e o circuito das chamas recomeça.

é um país subtil, o olho franco das mulheres,
há nos passeios garrafas com leite apenas cinzento,
os teus pais disseram: o melhor de tudo é ser engenheiro,
morrer de casaco, com todas as pirâmides acesas,
viajar de navio de buenos aires a montevideu.
esta é a viagem que não faremos nunca, soltos
na minuciosa tarde dos lábios,
ágil pobreza.

permanentemente floresce o horizonte em colinas,
os animais olham por dentro, cheios de vazio,
como um ladrão de pouca perícia a luz
desfaz devagarmente os corpos.
ele exclama: quando me libertarás da tosca voz dormida,
para que seja
alto e altivo o coração da coisas? até quando aguardarei,
no harmonioso beliche, que a tua visão cesse?

António Franco Alexandre, in 'As Moradas 1 & 2' 

27.6.11

Está calor!!!!


o amor são pedrinhas pequeninas no trilho das pessoas boas,
conforme a relação imprescrutável do ser,
as coisas tornar-se-ão assim impossíveis de descrever quanto mais forem precisas,
e fáceis de aninhar na compreensão que preferimos ter do que vemos,
amor é portanto qualquer coisa que fica no segundos anteriores ao sono irrequieto do bulício do dia,
explicando melhor,
amor para mim é uma mãozinha pequenina,
risonha,
inquisitiva,
que luta contra o sono para que o mundo não lhe fuja,
quando o embalo já o toma,
reflicto eu que sou feliz a olhar para algo que verdadeiramente me faz adormecer tranquilo.....

9.6.10

Poema de mãe para pai que aprende a sê-lo


lembro-me da minha mãe
a dizer que o intervalo entre
o espaço e o tempo
estava na covinha linda
que eu conseguia fazer com as minhas mãos,
deu-me um abraço aconchegante,
afagou-me os cabelos,
e depois deixámo-nos
ambos no amor insuflado
da chuva que caía,
senti-me sentido entre
os minutos que pareciam
cantar,
e ela disse-me o mundo,
e explicou-me sonhos
que queria para mim,
esforcei-me por entender,
transfigurei-me em tantos olhos ao mesmo
tempo,
naquele par de pupilas
que achou o amor em
resquícios de folhas
queimadas no prado
a perder de vista,
no que chorando achou
melhor deixar a existência progredir em versos que nem sequer entendia,
e até nos que por aqui
passam sem que ninguém repare neles,
fui feliz quando tão pouco parecia existir para que não o fosse,...

e hoje o abraço,
e o sorriso da inocência,
e o amor das pequenas
coisas que parecendo sem sentido,
conseguem mover o mundo,
e eu que me acho tão
pouco para fazer o
que antes observei....

27.2.10

O amor disse-se assim....


daqui,
é meu o sonho,
perto,
com o tépido do
ar com que durmo,
no além,
tu acordada,
desfeita,
apertada com a força
de sentir-te,
bem,
feito mal,
revolta,
dia desponta,
aceno leve de retorno
ao real,
com o sol,
insolúvel,
despudorada o sentes,
beijando-nos em som
de querer,
bem...

10.2.10

Saber assim


Sabes a sonho meio finito. Os minutos passam no retorno dos teus cabelos, e não voltam. Ao sabor acentuado do teu beijo incompleto, fico com desenhos imprecisos. Coisas de som, relatadas assim de passagem. Com o incómodo do vento a traçar caminhos desnudos de tudo o que já esqueci das relativas inconsistências dos teus gritos de apego à vida....

20.10.09

Sem título (19)

nunca te quis no
plano do cetim,
dos rostos quando
amanhecem encostados
ao sol que nos assalta
a casa para tirar a mal
feita percepção de
conformismo,....

penso-te como ontem,
aliás como para o
sempre onde te quero
perfeita no correr dos
dias a desfiar-me
na imperfeição que
carrego...

17.10.09

Ganda parola, fosgasse!!!!

'Agora já sinto medo'. Disse-o com um sorriso em que nem um como estás cabia. Tremia muito. Nunca havia experimentado um desejo irrepremido, como estas coisas sem sentido que transpiravam do candeeiro da sala de todos os dias. Era como se a tivessem tomado de assalto, e quem o fez partiu ao pôr-do-sol, matando-a por dentro.
Com muita sede. E medo. E sonhos por cumprir

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