Porque lhe tinham fixado o padrão das roupas. Assim o parecia, pelo menos. Repetia se, quase sempre com a mesma geometria regular. Quadrados de cores escuras, sobrepostos, espalhados em fundos brancos. Eram vestidos alegres, reveladores de silhueta, com os braços bem visíveis, a rasgar o vento. Uma figura aue se enfiava pelos olhos de quem a queria ver, e cabelo. Cabelo farto, escuro, em cachos soltos e que se enamoravam do vento que marcava histórias, descobertas e esquinas naquela terra. Tinha se habituado a ser só mais uma, apesar de reconhecer a dificuldade desse desígnio. E passeava. Imiscuia se propositadamente na ordem natural das coisas, pedindo licença ao passado para se tornar uma exclamação ruidosa do presente. Recordo me ainda quando e porque a trouxe para esta história. Apareceu me num sonho. Sei que não existe, que pode ter todos os sonhos do mundo, e ser o grito preso no peito de quem a aceite como é, e não como querem que ela seja. E não há muito mais a perorar sobre quem realmente não existe no mundo do palpável
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