5.8.18

Menos sorte para os conformados

indecisões, falsas percepções, sem saber do ar que respiramos,
tudo para dizer que já não mora aqui o princípio de dia sem cor a que nos habituámos,...

sobram só porções sem tamanho de meninas bonitas,
resinas de consensos de que o amor é o que nos move,
e um pequeno livro de páginas rasgadas,
com desenhos de velhinhas de há dez séculos a chorar,
enquanto esperavam pelos filhos mortos na guerra,...

desesperamos por um outro sol menos taxativo,
que não controle as frações indiscriminadas do vento mulher,
e enquanto não surge o renovador,
à espera da morte das árvores nos quedamos à beira rio


2 comentários:

Maria Oliveira disse...

PARABÉNS PELA SUA ESCRITA. ENORME LUCIDEZ E SENSIBILIDADE.

Porventura escrevo disse...

Muito obrigado maria. Tenho o devir quântico assinalado no meu blogue e retribuo o elogio.
Obrigado pela visita:)

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